Segundo FGV, mercado de trabalho vai permanecer aquecido no início de 2014

09/01/2014 | Valor Econômico

 

O mercado de trabalho em 2014 deve começar o ano tão aquecido como terminou 2013. A projeção é de Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), com base nos resultados dos Indicadores do Mercado de Trabalho divulgados ontem. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) e o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) referentes a dezembro mostraram aumentos de 2,1% e 1,2%, respectivamente, na comparação com novembro.

 

Na análise do especialista, embora os dois índices tenham mostrado aumento na passagem de novembro e dezembro, ambos “estão indo na mesma direção” ao mostrar, no começo de 2014 “um mercado de trabalho tão forte quanto o observado no fim de 2013”. O aumento no indicador de desemprego seria, segundo Barbosa Filho, uma acomodação da tendência de queda observada nos últimos meses de 2013. No relatório do Ibre-FGV, o indicador de média móvel trimestral do ICD, até dezembro, mostra tendência declinante.

 

“Já o IAEmp aponta melhora na geração de emprego, no momento em que a geração de emprego está baixa na economia “, afirmou o economista.

 

Para o especialista, os dois indicadores mostram um cenário positivo de recuperação da geração de emprego em 2014, para níveis equivalentes ao observado em meados de 2013.

 

Com o avanço de 2,1% no mês passado, o IAEmp retorna ao nível de junho passado (86,9 pontos) e sinaliza para os próximos meses o retorno a um ritmo de contratações mais parecido com o do primeiro semestre de 2013.

 

O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país.

 

A alta de 1,2% do ICD representa uma acomodação da tendência de queda observada nos meses anteriores. Medido em médias móveis trimestrais, o indicador mantém a tendência levemente declinante iniciada em agosto, sinalizando continuidade do bom momento do mercado de trabalho no país no fim de 2013.

 

O ICD é construído a partir dos dados do quesito da Sondagem do Consumidor que capta a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho.

 

Fonte: Valor Econômico

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