Mercado vê 2017 com boa perspectiva

Duas das maiores companhias de aço no Brasil estão confiantes com o ano de 2017. A Gerdau e a ArcelorMittal ­creem na retomada do crescimento da economia brasileira já no ano seguinte e, como consequência, em uma recuperação nos níveis de consumo de aço no mercado doméstico.

 

“Há uma reversão das expectativas econômicas”, disse Benjamin Baptista Filho, presidente da Arcelor Mittal Aços Planos para a América do Sul. André Gerdau Johannpeter, presidente da Gerdau, foi na mesma direção “O curto prazo ainda será difícil, mas a médio prazo, em um ano, veremos retomada e crescimento no Brasil.”

 

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Os dois executivos participaram recentemente do encerramento do Congresso Latino­Americano de Aço, organizado pela Associação Latino­Americana do Aço (Alacero), no Rio. Baptista disse ter visão “relativamente otimista” em
relação à recuperação da economia.

 

Prevê crescimento de 1,5% no Produto interno Bruto (PIB) em 2017. “Se as reformas em pauta no governo forem feitas, talvez consigamos crescer mais rápido a partir de 2018.”

Baptista avaliou que a perspectiva de crescimento de 3,8% no consumo aparente de aço no Brasil, em 2017, não é expressivo, mas indica um caminho. “Pelo menos parou de cair.” O Alacero mostra que em 2016 o consumo de aço no Brasil deve cair algo como 14,4% sobre 2015.

 

Mesmo nesse cenário, Baptista disse que a ArcelorMittal Tubarão, produtora de aços planos em Serra (ES), vem trabalhando a plena capacidade. A forma que a empresa encontrou de manter alta a taxa de ocupação foi a exportação. “Este ano devemos exportar 65% da produção”, disse Baptista.
Para Gerdau, os próximos seis a oito meses ainda serão difíceis para a economia brasileira, mas disse confiar que a médio prazo, dentro de um ano, será possível ver uma retomada no crescimento em função das medidas que
estão sendo tomadas pelo novo governo, como as reformas e as concessões na área de infraestrutura.

 

Ele citou as previsões de que a economia brasileira possa crescer entre 1,3% a 1,5% no ano que vem, o que levará à expansão no consumo de aço. “Qualquer número será melhor do que as quedas que tivemos nos últimos anos”, afirmou.

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